A Escola Municipal José Madureira Horta surgiu de um feliz engano cometido por um desenhista, ao projetar a planta estrutural do bairro Santa Amélia. No lugar onde seria uma área verde, entre as ruas Quinze e Dezesseis, o desenhista colocou uma placa com as palavras Grupo Escolar. O prefeito da época, Senhor Souza Lima, no anseio de ampliar o número de escolas em Belo Horizonte, mandou que construíssem escolas em todos os lugares onde houvesse a palavra escola na planta. Com isso, criou-se o Grupo Escolar José Madureira Horta, inaugurada em março de 1971. Para os moradores do bairro, esse fato foi um grande prêmio, pois a área verde era insuficiente à instalação de um parque e a escola deu um grande impulso na educação de crianças e adolescentes da região.
A primeira direção da escola era composta por Ana Maria de Morais e Sá e sua vice-diretora , Maria de Lourdes Santos Portugal, empossadas em 11 de julho de 1971. Elas estiveram no cargo por 5 anos. Nessa gestão, a escola recebeu o prêmio de melhor Clube Agrícola de Belo Horizonte; foi implantado o programa Mobral, que objetivava alfabetizar adultos; criou-se o CEAP (Centro Educacional de Alimentação do Pré-escolar).
Outras direções se sucederam:
Diretora Maria Aparecida Rotondo e a vice Edna Meyer de Castro, que ficou de novembro de 1976 a março de 1979. Nesse período, a escola passou a se chamar Escola Municipal José Madureira Horta; inaugurou-se a biblioteca que recebeu o nome de Maria da Conceição Madureira Horta, em homenagem à esposa do patrono da Escola.
Diretora Lícia Cléa Lourenço, que tomou posse em março de 1979 e permaneceu por dez anos na direção, trocando apenas suas vice-diretoras, que foram: Edna Meyer, Vera Lúcia Marçal, Vilma Teixeira Machado, Wylse Leie de Lima e Marlene Antônia Marques. Durante sua gestão, em 1985, foram construídas quatro novas salas de aula e a quadra de esportes.
Diretora Maria Catarina Nascimento Ladeira e a vice Paulisa Lacerda de Arimatéia Santos, que assumiram a direção após a primeira eleição promovida nas escolas municipais, em 1989. Em seu período de gestão, criou-se o pré-escolar, as salas 14 e 15 e um laboratório.
Diretora Raquel Rocha Gavião e a vice Maria Lúcia Alves Jácome Campos. Nessa gestão, que durou até janeiro de 1997, adquiriu-se a casa onde atualmente funciona o Anexo da Escola e fundou-se o Ensino Noturno. Foi também nesse período que implantou-se a Escola Plural.
Diretora Marília Cristina Ribeiro Costa e Rosângela da Silva Almeida, no período de 1997 a 2000. Durante sua direção, aconteceu a ampliação e a reforma do prédio Anexo (verba do Orçamento Participativo), da cantina, dos banheiros e a construção do palco, no prédio principal.
Diretora Maria Catarina Nascimento Ladeira, que retornou à direção com a vice Adriana Coelho Gonçalves. Nessa gestão realizou-se a primeira celebração de conclusão do 3º ciclo, em 2003.
Diretora Denise de Fátima Macedo e Rosângela da Silva Almeida, eleitas para a direção no período de 2005 a 2008. Durante sua gestão, a quadra de esportes foi reformada, juntamente com os vestiários e o depósito de material; construção do banheiro masculino para os professores e o vestiário para as auxiliares de serviço; criação da sala multimeios, do laboratório de informática, da sala de atendimento pedagógico; reforma da secretaria; ... A UMEI Alaíde Lisboa tornou-se afiliada da Escola..
Tantas mudanças e projetos foram realizados nesses 37 anos que ficaria quase impossível citá-los sem cometer algum esquecimento: bailes tradicionais (Namorados e Primavera); Festival de Danças; Festas Juninas; teatro na Escola; Educação Afetivo-Sexual; Invasores Poéticos; Cantando e Encantando com Rubinho do Vale; Feiras de Cultura; Xadrez; Páscoa Solidária; PROERD; Soletrando; Grêmio Estudantil; Segundo Tempo; Mineiridade; Vereadores Mirins; Sarau; Revista Madureira Horta.... Todos visando ao desenvolvimento do ser humano por completo!
Até aqui, tudo o que foi feito pode ser resumido com o lema da Escola, sugerido e escolhido pelos alunos:
“Escola Municipal José Madureira Horta: EVOLUINDO COM VOCÊ!”
(Síntese do texto da professora Maria Helena da Silva, baseado na Revista Madureira Horta – 30 anos, em observações e relatos de experiências.)